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Piso foi uma conquista histórica, mas reajuste é necessário, afirma presidente do Cofen

Em audiência pública na Câmara dos Deputados, Manoel Neri ainda criticou políticas públicas em saúde centradas nos médicos

27.05.2026

O presidente do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen), Manoel Neri, destacou que o piso salarial foi uma conquista histórica para a profissão de Enfermagem, que visava combater os subsalários praticados, tanto no setor público como no setor privado, em diversas regiões do país. Porém, sem reajuste desde que foi criada, a realidade mostra uma defasagem maior que de outras categorias.

A análise do presidente do Cofen aconteceu nesta terça-feira (26/5), em audiência pública para debater os desafios de custeio do piso salarial, da jornada de trabalho na Enfermagem e a sustentabilidade financeira da PEC 19/2024. O debate aconteceu na Comissão de Administração e Serviço Público, da Câmara dos Deputados.

Presidente Manoel Neri cobra a votação da PEC 19/2024 em audiência
Na abertura da reunião, o deputado Bruno Farias, autor do requerimento para realização da audiência, enfatizou que o piso salarial da Enfermagem precisa de uma solução definitiva. “A valorização da Enfermagem não pode mais esperar por promessas ou se esconder atrás de debates burocráticos. É preciso pagar o que lhe é de direito, garantir uma jornada de trabalho digna e prever os mecanismos para o reajuste salarial”, reforçou.

A Diretora do Departamento de Gestão e Regulação do Trabalho em Saúde, do Ministério da Saúde, Evellin Beserra da Silva, apresentou dados atuais da distribuição do pagamento da assistência financeira complementar a mais de 700 mil profissionais da Enfermagem.

Na oportunidade, ela reforçou a necessidade de discutir a questão da carreira única do SUS. “Precisamos ter maturidade para discutir que, hoje, uma forma de sustentar o SUS é discutir, inclusive, a carreira única para valorização de todos os trabalhadores da saúde, inclusive, da categoria da Enfermagem”.

Para o presidente do Cofen, não se discute a valorização do trabalho sob a ótica do impacto social que medidas como a PEC 19 vão impactar de forma positiva o trabalho de mais de 3 milhões de trabalhadores.

Segundo ele, a fonte de custeio existe, o fundo social é perene, de acordo com a Emenda Constitucional 127. “Não falta dinheiro. Falta coragem e vontade por parte do governo de apoiar a PEC 19 p

ara valorizar a condição de vida e de trabalho dos profissionais de Enfermagem que são essenciais para a prestação de saúde à população brasileira”.

“Enquanto o Ministério da Saúde fizer política apenas centrada na figura do médico, nós vamos deixar de evoluir para termos um sistema de saúde que atenda a população de forma mais adequada, mais resolutiva e com mais qualidade, mais próxima da residência das pessoas”, concluiu.

Também participaram da audiência, o presidente em exercício do Coren-MG, Lucas Tavares; a presidente da Federação Nacional dos Enfermeiros, Solange Caetano; a Secretária-Geral da Associação Brasileira de Enfermagem (ABEn), Rosalina Aratani; a secretária de Saúde Pública da Confetam, Irene Rodrigues; e representantes de outros Conselhos Regionais.

Fonte: Fonte: Ascom/Cofen

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